3 Março . 18:00-20:00

Leïla Slimani e Lídia Jorge: conversa em torno da francofonia e da lusofonia

Embaixada de França – Rua Santos-o-Velho, 5, Lisboa

Por ocasião de um encontro excecional na Embaixada de França, Lídia Jorge e Leïla Slimani explorarão, a duas vozes, a sua relação com as línguas: língua materna, língua aprendida, língua vivida.
Tanto na francofonia como na lusofonia, refletirão sobre o imaginário das línguas, o seu carácter plural e o seu poder emancipador.
Uma conversa que se anuncia apaixonante para dar início, da melhor forma, ao Mês da Francofonia.

 

 

Leila Slimani

Leïla Slimani, nascida em 1981 em Rabat, é uma escritora e jornalista franco-marroquina. É licenciada pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris e completou a sua formação na ESCP Europe, especializando-se na área dos media. O seu primeiro romance, Dans le jardin de l’ogre, publicado em 2014, aborda o tema da adição sexual feminina. Este romance foi selecionado entre os finalistas do Prémio de Flore. O seu segundo romance, Chanson douce, publicado em 2016, recebeu o prestigiado Prémio Goncourt. Este thriller psicológico explora as complexidades da relação entre uma ama e a família para quem trabalha. Em 2020, Slimani publicou Le Pays des autres, o primeiro volume de uma trilogia inspirada na história da sua própria família. O romance narra a história de uma jovem francesa que se instala em Marrocos após a Segunda Guerra Mundial. O terceiro volume desta trilogia, J’emporterai le feu, é publicado em 2025. Esta obra encerra a saga familiar com uma poesia vigorosa e um fôlego de grande intensidade. Leïla Slimani é também conhecida pelo seu empenho em prol da francofonia. Em 2017, foi nomeada representante pessoal do Presidente da República Francesa para a francofonia, integrando o Conselho Permanente da Organização Internacional da Francofonia. Com uma carreira literária marcada por obras poderosas e temas ousados, Leïla Slimani afirma-se como uma voz incontornável da literatura contemporânea.

 

Lidia Jorge

Romancista e contista portuguesa. Nasceu em 1946, no Algarve. Viveu os anos mais conturbados da Guerra Colonial em África. Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É professora do ensino secundário e publica regularmente artigos na imprensa. O tema da mulher e da sua solidão é uma preocupação central da obra de Lídia Jorge, como, por exemplo, em Notícia da Cidade Silvestre (1984) e A Costa dos Murmúrios (1988). O Dia dos Prodigíos (1979), outro romance de relevo, encerra uma grande capacidade inventiva, retratando o marasmo e a desadaptação de uma pequena aldeia algarvia. O Vento Assobiando nas Gruas (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. Este seu livro venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2003.
Venceu o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2020.
Venceu o Prémio Pessoa de 2025.