Encontro-debate interdisciplinar (literatura, artes, filosofia, estudos feministas, tradução e edição)
14.03.2026 – Colégio Almada Negreiros – Campus de Campolide | Universidade Nova de Lisboa
O encontro-debate Simone de Beauvoir e as vozes feministas da Francofonia inscreve-se nas comemorações do 40.º aniversário da morte de Simone de Beauvoir, articulando-se com a Festa da Francofonia 2026 e com o Mês da Mulher. realizar-se no dia 14 de abril, esta jornada propõe uma reflexão plural sobre a herança do pensamento de Simone de Beauvoir na construção e na evolução dos feminismos, tanto no espaço francófono como para além dele. Com um forte enfoque artístico e literário, o evento assume igualmente uma dimensão filosófica, científica e pedagógica, integrando ainda a tradução e a edição como lugares fundamentais de mediação, circulação e renovação do pensamento feminista. O evento pretende o cruzamento de saberes, olhares e vozes sobre os feminismos, mas também sobre o lugar e o legado do pensamento de matriz francófona na construção do mundo contemporâneo.
Exposição “Ao encontro do olhar”
14.03.2026 a 14.05.2026 – Sala de Esgrima | Colégio Almada Negreiros – Campus de Campolide | Universidade Nova de Lisboa
A exposição “Ao encontro do olhar”, que será inaugurada no dia 14 de abril na Sala de Esgrima do Colégio Almada Negreiros e estará patente ao público até 30 de maio, insere-se na jornada Simone de Beauvoir e as vozes feministas da Francofonia, constituindo um dos seus momentos-chave. A exposição convida-nos a revisitar a obra da outra Beauvoir: Hélène — artista reconhecida, feminista, ecofeminista e militante pelos direitos das mulheres, cujo olhar atento sobre o mundo e sobre a mulher portuguesa permanece atual e inspirador.
A mostra apresenta um conjunto de reproduções de obras pictóricas cedidas pela Universidade de Aveiro, detentora da coleção de Hélène de Beauvoir, atualmente conservada pelos SBIDM – Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia. As obras expostas – óleos e aguarelas – foram pintadas durante a estadia da pintora em Portugal, entre 1940 e 1945, em plena Segunda Guerra Mundial, e retratam paisagens, figuras humanas, bem como cenas e tonalidades do quotidiano de um Portugal da década de 40, profundamente marcado pela ruralidade, o trabalho e a contiguidade com a água.
Destacam-se igualmente a presença e o papel da mulher na sociedade da época, apresentando-a como elemento central do quotidiano e da economia local, mas também esse outro lado do olhar – mais secreto, intimista e fugidio – que se deixa apreender na representação da nudez. Hélène propõe um olhar de mulher sobre a mulher portuguesa, um olhar sensível e atento, que reconhece a sua força e dignidade, convidando-nos, assim, a ir ao encontro desse olhar.

