Dois documentários, duas bailarinas, duas nacionalidades, mas com uma língua em comum e uma relação partilhada com o corpo, a identidade e os sacrifícios.
No filme À la recherche du corps perdu, a realizadora Marie-Laure Rolland acompanha a bailarina luxemburguesa Jill Crovisier no seu percurso, tanto a nível pessoal como profissional. O filme retrata a paixão que a move, a sua busca de sentido e de ligação.
Em Adieu l’Opéra, a câmara de Yonathan Kellerman capta, com infinita delicadeza, o fim de carreira de três bailarinos. Após uma vida inteira dedicada à Ópera de Paris, onde foram formados desde a infância e conheceram a exigência e a paixão de uma carreira fora do comum, Alice Renavand, Stéphane Bullion e Aurélia Bellet, aos 42 anos, preparam-se para se despedir.
Após a exibição dos dois documentários, Marie-Laure Rolland, Jill Crovisier e Aurélia Bellet irão trocar ideias entre si e com o público sobre esta arte que é a dança.

Jornalista de freelance e realizadora luxemburguesa, Marie-Laure Rolland foca o seu trabalho sobretudo na posição social da mulher. Com mais de 30 anos de experiência jornalística, acabou por criar o seu próprio blogue, “La Glaneuse”, dedicado à cena da dança luxemburguesa e internacional. Esta sua paixão levou-a a realizar os filmes-documentários Le corps en état d’urgence com Anne-Mareike Hess enquanto protagonista, e À la recherche du corps perdu com Jill Crovisier.

Jill Crovisier é uma artista luxemburguesa premiada. Estudou no Luxemburgo, China, França, Estados-Unidos, e Indonésia, entre outros, e participou em diversas competições coreográficas pelo mundo. Possui a sua própria companhia de dança: JC movement production – Jill Crovisier, criada em 2013 e financiada pelo Ministério da cultura luxemburguês. Assim, Jill procura, através das suas peças, comunicar histórias da sua própria vida, de uma forma autêntica, para que mesmo os que não estejam familiarizados com o mundo da dança contemporânea se possam rever nela.

Aurélia Bellet foi dançarina profissional da Ópera Nacional de Paris durante 29 anos, tendo dançado todo o repertório clássico e contemporâneo de ópera pelo mundo fora. Para além disso, também teve o privilégio de colaborar com os maiores nomes da coreografia contemporânea. A sua última dança foi em julho de 2022, tendo em seguida decidido passar a sua paixão às próximas gerações.
